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Cultura de Dados: o que o 7x1 nos ensina sobre tomada de decisão?

Atualizado: 12 de jan.

A derrota da Seleção Brasileira nesta copa nos traz um amargor na boca que lembra o sabor do fatídico dia onde a seleção perdeu de 7 gols a 1 para a seleção da Alemanha em 2014. Como muitos estão se perguntando agora, na época também nos perguntamos: como foi possível?

Como foi possível uma seleção favorita ao título da copa, vencedora de 5 edições anteriores, levar SETE gols em uma semifinal de copa do mundo jogando em sua própria casa?


Muita se especula no mundo do futebol. A influência do técnico ou do capitão, a aleatoriedade do esporte, a política e a corrupção por trás dos resultados são todos fatores considerados na hora de "dar um pitaco". Mas, na situação do 7x1, a explicação é bem diferente:


Em 2012, a Federação Alemã de Futebol (DFB) fechou uma parceria com a SAP SE, gigante companhia alemã especializada em softwares de gestão, mais especificamente ERPs. A intenção da parceria era desenvolver um sistema que coletasse e analisasse enormes quantidades de dados de jogadores e partidas, permitindo que a equipe alemã pudesse tomar melhores decisões em seus jogos. O sistema, denominado SAP Match Instighs, além de processar em tempo real uma infinidade de dados de movimentos, jogadas, jogadores, partidas e campeonatos, permitia que jogadores e treinadores analisassem jogadas e criassem simulações diretamente de seus próprios celulares e tablets.


Com isso, durante a copa de 2014, a seleção alemã pode superar (e muito) a determinação, o futebol-arte e o improviso brasileiro, mostrando que, na prática, contra fatos não existem argumentos, e contra dados não existe determinação, currículo ou tradição que supere.


Um filme que ilustra muito bem como a Cultura de Dados ou o Business Inteligence conseguem levar um time a vencer uma competição, mesmo contra todas as expectativas e preconcepções, é o filme Moneyball: O Homem que Mudou o Jogo. O filme conta uma história verídica onde o técnico do time de beisebol Oakland A's, Billy Beane, tenta criar um time competitivo para a temporada de 2002 de Oakland, apesar da situação financeira desfavorável da equipe, usando uma sofisticada análise estatística dos jogadores.


Mas o que a iniciativa de modernização da seleção alemã e a empreitada do técnico Beane tem a nos ensinar sobre negócios?


1. Decisões baseadas em dados vencem a tentativa e erro, sempre!

A intuição e o feeling do empresário não leva a empresa a lugar algum, a não ser por pura sorte. Em ambientes imprevisíveis e hostis, como o mercado brasileiro, tomar decisões assertivas e rápidas é fundamental, pois não há espaço para erros.

2. Para poder analisar dados é preciso coletar dados.

Sistemas de gestão como o SAP ou a Omie, por exemplo, são importantes não só para auxiliar o empresário com vendas, compras, estoque ou finanças, mas também para coletar e armazenar dados importantíssimos a serem utilizados pelo empresário na tomada de decisão.

3. Dados precisam ser interpretados.

Como é muito bem explicado pelo pessoal do canal nerdologia no video sobre dados, não basta apenas coletar e observar dados, mas é necessário saber analisar e interpretar. É preciso saber transformar informação em evidências, e evidências em ações.

4. O caos não pode ser evitado, mas pode ser controlado.

Assim como utilizamos aplicativos de previsão do tempo para planejarmos nossa roupa do dia, mas nunca sabemos ao certo se devemos ou não levar um guarda-chuva, a imprevisibilidade sempre estará presente. Mas é muito mais eficiente usar dados e previsões para planejar seu dia do que sair de casa preparado para tudo, carregando uma blusa, uma bermuda, um guarda-chuva e uma galocha, ou apenas confiar na sua intuição e voltar para casa no final do dia ensopado.


A mensagem que fica é: utilizar dados na tomada de decisão é fundamental. Não é a toa que, não só a seleção alemã, mas o país alemão em si ganha de goleada do Brasil em termos de desempenho da economia. Mesmo com território 10 vezes menor e 2 guerras devastadoras na conta, a Alemanha continua superando o Brasil em termos de economia, produtividade e tecnologia, mostrando que a análise estatística, planejamento estratégico e a utilização inteligente da tenologia estão levando o país a lugares que o jeitinho brasileiro, a intuição e a determinação, infelizmente, nunca irão nos levar.








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